VOU APRESENTAR UMA PEÇA DE TEATRO MUITO POUCO REALISTA

Olá meus caros leitores! Há algum tempo que já não nos correspondíamos (vamos relevar o facto de eu vos ter escrito uma carta ontem). Hoje, decidi partilhar convosco o que me aconteceu durante a parte da manhã: vou apresentar uma peça muito pouco realista
Bem, vamos começar pelo princípio.

Estava eu, na semana passada, a fazer algo aleatório cuja coisa não me lembro, quando recebi uma mensagem da minha professora de biologia: Isabella, lembras-te da peça que eu vos mostrei mas que disse que já não precisava da vossa ajuda? Bem, vou precisar de mais duas pessoas. Querido leitor, peço-lhe que se coloque na minha posição como aluna e pense comigo. Eu tinha duas opções: ou dizia-lhe que não, que não estava interessada e não participava na peça; ou acolhia este pedido carinhoso da minha querida professora, e realizava a peça com outras pessoas que ela já tinha angariado. E foi o que fiz. Prontamente, respondi-lhe que sim, que podia participar naquilo para o qual outrora havia sido rejeitada, mas tudo bem.

Toda esta história remete-nos para o dia de hoje. A professora marcou o ensaio geral da peça para as 10:00h da manhã, e pediu para nos encontrarmos com ela no auditório. Resumo da ópera: a minha personagem era um homem (agora mulher, porque quem o vai interpretar sou eu), e o meu papel é, basicamente, zangar-me com pessoas pela minha suposta mãe estar à espera para ser atendida num centro de saúde há montes de tempo.

Mas, como nada do que me acontece nesta vida me passa pacificamente, pensei numa coisa. A peça é muito pouco realista. Desde quando é que as enfermeiras têm paciência para falar seja com quem for!? (Atenção, enfermeiras, não digo que sejam todas brutas, apenas me mantenho fiel a um estereótipo imposto pela sociedade moderna). Ninguém num centro de saúde, hospital, seja lá onde for, tem paciência para lidar com pessoas stressadas, porque ELES PRÓPRIOS TAMBÉM ESTÃO STRESSADOS! Quanto muito mandavam a pessoa nervosinha retirar-se do local, mas não é isso que acontece na peça. Quando a minha personagem começa a ficar exaltada, vem uma espécie de mediador para conversar comigo e explicar que a situação da fila de espera dos centros de saúde não é fácil, MAS DISSO EU JÁ SEI, BOLAS! Quer dizer, se a minha personagem está a reclamar, ela não está minimamente interessada em saber que existem outros 10 idosos à sua frente, ela quer ser atendida AGORA. A quem escreveu esta peça: você está muito fora da realidade. Na vida real, há pancadaria, nomes feios a serem invocados no meio da discussão, há polícia, há telejornal, há TUDO. Por isso, não se ponham a inventar que as discussões são pacíficas quando na verdade não o são.

Podemos ter mais atenção na próxima vez que tentarem ensinar os miúdos que a situação da malta de saúde não está fácil.

Belinha 💗 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

DEVIA MESMO TER IDO ÀQUELE RETIRO...

SABEM COMO ENVIAR ALGUM FOGUETE PARA A LUA, MAS NÃO SABEM RESOLVER A PRÓPRIA VIDA!

QUE DIFÍCIL É ESCREVER ALGUMA COISA!