QUE DIFÍCIL É ESCREVER ALGUMA COISA!

Sinceramente, é muito difícil tentar escrever algo sem parecer repetitivo. Admiro os grandes autores, porque eles nem sempre têm grandes fontes de inspiração mas, mesmo assim, tentam rabiscar alguma coisa no papel. Parece que, às vezes, os contos de fada não são o suficiente, e as histórias fantasiosas de romance não são tão inspiradoras. Nem sempre temos inspiração. Nem sempre temos tempo. Bolas, que difícil é escrever alguma coisa! 

Este texto, por exemplo. Não tem inspiração, não tem histórias incríveis, nem sequer um desenvolvimento decente, mas está a ser escrito. Divaguemos. Divaguemos, então, pelo pequeno palácio da nossa mente, juntos, eu como alguém que tenta e vocês, como alguém que observa.

Onde foi que a cultura se perdeu? Sinto-me deslocada no Universo, ainda que saiba que não sobreviveria noutra altura. Eu não saberia viver antigamente, mas é no antigamente que tudo me parece melhor. Há uns dias, em conversa com alguns amigos (precisamente quando criei este blogue), discutíamos como a moda, a música e a própria cultura estão decadentes. Tudo era melhor antigamente!

A música, para mim, sempre foi algo imprescindível, essencial, algo que não podemos esquecer no fundo de uma gaveta como uma meia velha sem par. Não! A música está relacionada com o nosso país, os nossos costumes, a nossa história. Se queremos saber de que alguém é feito, devermos procurar perceber qual é o tipo de música que essa pessoa ouve. Eu começo: sempre ouvi gospel. Mas este gospel é um pouco diferente dos outros porque, por serem músicas de raízes protestantes e não católicas, acho que são mais animadas, mais sentidas, mais características daquilo que somos. (Não, não somos melhores, tudo o que disse deriva das minhas próprias opiniões!) Bem, voltando ao núcleo do assunto... o antigamente era melhor. Platão uma vez disse “Cuidado com a música que os governo dá às pessoas, eu conheço um estado pela música que os governantes dão ao povo.” A música muda um povo... UM POVO! Não são duas ou três pessoas, são milhares delas! Por isso é que a nossa sociedade está como está atualmente. Alguma vez já se questionaram sobre o que é que os rappers dizem? Ou as letras que a música funk tem dentro de si? Tornam as pessoas meros objetos, algo que se pode usar e descartar, algo irrelevante. Antigamente não. Antigamente, as músicas eram de um alto romantismo, brutalmente sentimentais, extremamente iluminadas. A sério que acham que My Heart Will Go On é menos interessante do que funk!? Mas o que é que vos aconteceu? Onde está o romantismo, as flores, o ir buscar a menina à porta de casa, o que aconteceu a isto tudo?

Outra coisa que me indigna intensamente é a moda. Amigos, hoje em dia as meninas só tapam os mamilos, porque vamos ser sinceros: já não é preciso andar despida para pensarem que estou despida. Estar vestida ou não é a mesma coisa! Eu não preciso de ver o útero de ninguém! Roupas altamente transparentes, apertadas, as meninas quase nem se mexem! Mas não! Está na moda, temos de usar para que pessoas gostem de nós, ou para arranjar alguém que nos ame e fique connosco. NÃO! Malta que olha apenas para os aspetos físicos de outra pessoa, não está nem um pouco interessado em amá-la. O amor não tem interesse, é sofredor, o amor tudo espera e hoje em dia o que menos se faz é esperar. Não esperamos por ninguém, agimos como se o mundo fosse acabar amanhã, sabendo que isso não é verdade. Temos de arranjar muitas pessoas, rodar a cidade toda, fazer jogos com os sentimentos alheios e aí sim, seremos considerados minimamente aceitáveis pela sociedade atual. Nunca pensei que, quando eu crescesse, veria o mundo ficar pior do que aquilo que já estava, mas parece que me enganei! 

Tudo isto está intrínseco a nós. Já ninguém se escapa de viver num mundo em ruínas, mas podemos ser os rebeldes da fita. Então, meus caros leitores, que sejamos rebeldes! Casem-se, amem, não brinquem com os sentimentos das outras pessoas, sejam fiéis, sejam amáveis, sejam sofredores, sejam amigos verdadeiros, sejam alguém com quem se possa contar, sejam rebeldes!

É melhor ser chamado de rebelde por um mundo cruel, do que ser aplaudido e, no fundo, não gostar de viver a própria vida.

Belinha 💗

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