EU NEM SEQUER SEI O QUE É UMA ANÁFORA NA COESÃO TEXTUAL!
Neste preciso momento, estava a estudar para português quando me deparei com o seguinte termo: coesão gramatical referencial (anáfora). MAS O QUE É ISTO, meus caros leitores!? Que raio é uma coesão gramatical referencial (anáfora)!? Foi aqui que comecei a questionar aquilo que aprendemos nas aulas. Como sabem, para quase todos os portugueses neste país, a disciplina de português é absolutamente inútil. Já sei falar, já sei escrever... de que é que eu preciso mais!? Bem todos os meus colegas pensam assim, mas só há, de facto, uma área de português que deveria ser alterada (por razões de felicidade geral): a gramática. Quero eu lá saber o que é uma Oração Subordinada ou Coordenada, o que é um sujeito ou predicado, eu quero é saber falar como deve ser! Sabiam que o futuro simples da palavra fazer não é farei? É fá-lo-ei? isto não lembra a ninguém, meus caros leitores. ISTO NÃO LEMBRA A NINGUÉM. A gramática deveria ser prática, limpa, fácil de entender, e não com regras infinitas e impossíveis de decorar, ninguém aprende a falar dessa forma. Para além disso, o que estraga aqui o bom e velho português é o mundo das tecnologias. Qualquer termo que, antes usado em português era suficiente, agora transforma-se numa palavra completamente diferente noutra língua. Cringe... digam-me lá porque carga d' água precisamos de um cringe na nossa língua quando temos a palavra embaraçoso ao nosso dispor? Ou, porque é que precisamos de crush quando temos a palavra paixoneta, ansiosa por ser utilizada? Meus amigos, meus amigos. Agora devem pensar que aqui a Belinha é professora de português, mas enganam-se, e bem. A única parte que realmente se tem mostrado relevante no português é a Literatura, mas nem assim os alunos se interessam.
Estamos agora a aprender os clássicos poemas de Fernando Pessoa, o ortónimo, e ninguém está a perceber nada daquilo. (Se a minha profª de português está a ler isto, peço desculpa, mas é o que se está a passar na turma). Ninguém aprecia como deve ser textos que exprimem concretamente o fingimento de um poeta, ou a dor de não ser ignorante. Melhor, todos menos eu. Ninguém aprecia, mas eu aprecio, o que revela que o ensino está mais do que perdido. Se, numa turma de 26 pessoas, só uma entende os textos do autor estudado, das duas uma: ou o único aluno entendedor é um futuro poeta, dotado de todos os predicados possíveis e de todos os poderes da literatura clássica; ou simplesmente apresenta algum défice mental. Infelizmente é o que se tem passado ao longo das nossas aulas, e pior, as próximas gerações serão ainda mais difíceis de ensinar porque, para elas, não é poético dizer que O poeta é um fingidor, mas sim Fui cancelado, mas virei a página e voltei aos holofotes. Estamos perdidos, meus caros, per-di-dos! Como assim, não conseguem apreciar aquilo que ele tem de mais belo!? Conseguem apenas olhar para o mundo vazio, obscuro e onírico, que é a Internet.
Deveríamos estar mais preocupados com o que eles aprendem, do que com os mergulhos do primeiro dia do ano novo.
Belinha 💗
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